domingo, 7 de março de 2010

Será que vale a pena levar?

Ronaldo, R.Gaúcho, R. Carlos; os 3 pesos na consciência de Dunga


Por Gustavo Quattrone

Por parte da mídia, a pressão é explícita. Porém Dunga parece ter dado sua palavra; “...não me induzam ao mesmo erro” – disse referindo-se à convocação de Ronaldo por Parreira, na Copa do Mundo 2006. Na seleção do atual treinador, foram testados 89 jogadores. Porém Roberto Carlos e Ronaldo (atuais galácticos do Parque S. Jorge) jamais participaram do grupo. Já Ronaldinho Gaúcho, não soube aproveitar as chances que teve.

Ricardo Teixeira convocou Ronaldinho para as Olimpíadas da China, contra a vontade de Dunga. O jogador não rendeu o que se esperava e a seleção conseguieu apenas a medalha de prata. Parece que apenas agora (2 ou 3 meses atrás), Gaúcho resolveu jogar o parte de seu futebol dos tempos de Barça. Porém, ao que tudo indica, ele assistirá a Copa no sofá de sua casa, em Milão.

Ronaldo e Roberto Carlos, não foram sequer cogitados. O segundo chegou dizer que parte desse esquecimento, deveu-se à Galvão Bueno. Para o lateral esquerdo, as exageradas críticas de Galvão acabaram com suas chances de voltar a vestir a amarelinha. Galvão culpou principalmente R. Carlos pela derrota de 1x0 para os franceses nas quartas de final da última Copa(2006). No lance do gol, R. Carlos arrumava seus meiões enquanto Henry marcava o único gol da partida.

Galvão também se indispôs com Roque Júnior (zagueiro da Copa de 2002) que chegou bateu boca com o narrador durante um treino. Para Roque, Galvão pegava em seu pé a cada bola que chegava.

Já Ronaldo está um pouco mais conformado. O jogador ficou muito tempo parado, devido à mais uma lesão no joelho. Além disso, está bem acima de seu peso ideal. Antes de Ronaldo, estão Luis Fabiano, Nilmar, Robinho, Adriano.

Pode-se dizer muito sobre a seleção de Dunga, porém não há como chamá-lo de incoerente. O treinador manteve a mesma base desde sua primeira convocação. Agora é tarde para novidades, o grupo está fechado.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Quando a vaca está no brejo, nem santo ajuda

Ernesto Rodrigues/AE

Verdão perde para Santo André em noite infeliz até mesmo de São Marcos


Por Gustavo Quattrone

A falta de um esquema tático definido é a principal dificuldade herdada por Antonio Carlos Zago, atual treinador do Palmeiras. A falta de esquema tático derrubou Muricy e ,se nada for feito, pode tornar insustentável a situação de Zago. A derrota de ontem por _ a _ para o Santo André foi apenas mais uma prova da ineficácia e da má fase do alviverde – que já há muito deixou de ser imponente.

Há muito tempo não vejo uma equipe depender tanto de um lance de sorte para vencer uma partida. A equipe não engrenou esse ano, aliás, já não engrena desde a metade do ano passado quando ainda brigava pela ponta do Campeonato Brasileiro 2009. Sem um centroavante de ofício, não há quem empurre a bola para dentro. Não há quem faça a bola chegar com qualidade. Mais uma vez reitero; não há sistema tático.

O Palmeiras está mergulhado em péssima fase. A situação é tão ruim que nem santo dá jeito. Nem mesmo o santo alviverde; o penta-campeão Marcos falhou no segundo gol da equipe do ABC ao rebater para o meio da área um chute que com certeza se perderia pela linha de fundo. No rebote, 2 a 0.

No intervalo da partida o Penta-campeão falou: “Não vi a bola mesmo. Falhei. Mas a torcida pode ficar tranquila que só vai sofrer comigo até o fim do ano.”

Para completar, Cleiton Xavier saiu lesionado após dividir bola e sentir o tornozelo. Diego Souza foi expulso e saiu vaiado, xingado, ridicularizado pela própria torcida do Palmeiras. Além de Diego Souza, mais uma vez sobrou ‘elogios’ para o Presidente Belluzzo.

Com a derrota, o Palmeiras praticamente vê esgotada a chance de entrar no G4 e avançar para a segunda fase do Campeonato Paulista.