domingo, 6 de dezembro de 2009

O dia em que o campo virou ringue de luta

Célio Messias/AETorcida do coxa protagoniza um filme recheado de cenas vergonhosas

Por Gustavo Quattrone

A partida entre Coritiba e Fluminense, pela última rodada do Campeonato Brasileiro 2009, terminou empatada. Com o resultado, o Coxa (equipe mandante) se viu rebaixado da competição. Indignados, muitos... mas muitos torcedores MESMO, resolveram invadir o campo para fazer justiça – que na verdade já fora feita em campo com rebaixamento da equipe. Agrediram os árbitros, jogadores, membros das comissões técnicas, sem falar nos exageros monstruosos cometidos contra os policiais responsáveis pela segurança da partida.

A ousadia por parte dos invasores me remete muito ao relatado no filme 300, no qual 300 espartanos batalharam contra milhares de aliados de cidades-estados helênicas. Na brutalidade recém ocorrida, da minoria faziam parte os policiais enquanto a maioria era composta pelos vândalos fantasiados de torcedores.

O mundo não vai acabar apenas porque a equipe do coração foi rebaixada! A vida continua... nem só de vitórias e glórias é feito o mundo dos esportes. Alguns “torcedores” não possuem o necessário discernimento e acabam por protagonizar cenas lamentáveis como a de hoje.

Como podemos realizar uma Copa do Mundo com incidentes como esse? Já não poderia se prever uma reação assim da torcida de uma equipe que há pouco voltou para a elite do futebol nacional? Como é possível, cerca de 30 policiais conter centenas de torcedores enfurecidos?

Não é um problema que irá se resolver somente com uma punição exemplar ao mandante da partida. Onde estão os responsáveis que autorizaram partidas em um estádio tão fácil de se invadir como mostrou ser o Couto Pereira? Cadê a CBF? Ah é, na festa do título do Flamengo. Aliás, PARABÉNS ao Flamengo pelo título nacional e também pelo bom futebol apresentada já há algum tempo.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Felipe Melo agride Balotelli e vai mais cedo para o vestiário

Mais uma vez o volante da seleção de Dunga é expulso por falta de controle emocional

Por Gustavo Quattrone

Mais uma vez o volante Felipe Melo, atulamente na Juventus/ITA, foi expulso de modo infantil. A partida ocorreu na tarde de ontem (05/12/2009), na qual Juventus e Inter de Milão se enfrentaram pela 15ª rodada do Calcio. A Juve fez uma boa partida. Abriu o placar, cedeu o empate e marcou se segundo gol, assegurando os três pontos.

A partida seguia, de certo mo tranquila. A Inter tentava chegar em busca do empate, mas não conseguia realmente assustar o grande goleiro Buffon. Até que, faltando 5 minutos para o final da partida, Felipe Melo e o atacante Balotelli disputavam a bola – em uma jogada que não daria em nada – no centro do campo. Devido à marcação acirrada de Balotelli, o brasileiro agrediu o atacante italiano e foi mais cedo tomar banho.

Felipe Melo teve atitude parecida em partida válida pelas Elimanatórias da Copa do Mundo 2010 contra a seleção chilena. O jogador chileno estava com a bola dominada – em outra jogada morta –, na ocasião Felipe entrou duro dividindo o lance (deixando as cravas da chuteira na perna do adversário chileno), recebeu o cartão vermelho e antes de descer pra os vestiários argumentou que futebol é para homem, jogando a culpa de sua expulsão no árbitro da partida (Jorge Larrionda/URU).

São duas expulsões infantis! Não havia necessidade de tamanha força na dividida contra o chileno, sem falar do descontrole emocional ao agredir Balotelli. É bem verdade que no lance de ontem, Balotelli chegou marcando de modo forte. Porém, nada justifica a atitude do volante brasileiro. Ainda que a seleção brasileira tenha um grupo de qualidade, uma expulsão como essa em um jogo de Copa do mundo, pode ser bem ruim para a seleção verde e amarela.

Veja a expulsão e as declarações de Felipe Melo em sua expulsão contra o Chile:

http://video.globo.com/Videos/Player/Esportes/0,,GIM1054557-7824-FELIPE+MELLO+ATE+O+ULTIMO+COLOCADO+MERECE+RESPEITO,00.html

Veja também os melhores momentos e a expulsão de Felipe Melo no clássico entre Juve x Inter:

http://espnbrasil.terra.com.br/juventus/noticia/90810_VIDEO+JUVENTUS+DERRUBA+INTER+EM+JOGO+COM+BRIGA+E+EXPULSAO+DE+FELIPE+MELO

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Expulsos do jogo e do clube

Neco Varella/AE

Após espetáculo de socos e ofensas, Obina e Maurício não jogam mais pela Sociedade Esportiva Palmeiras


Por Gustavo Quattrone


O vice de futebol da Sociedade Esportiva Palmeiras, Gilberto Cipullo, informou à pouco a decisão da cartolagem palestrina de afastarem Obina e também o zagueiro Maurício por trocarem agreções e ofensas no intervalo da partida dessa noite (Grêmio x Palmeiras, 19/11/2009).


A diretoria agiu de maneira enérgica, porém corretíssima. A única função de um jogador de futebol é... JOGAR FUTEBOL! Parece que os dois jogadores se esqueceram disso no intervalo da partida e resolveram partir para uma outra modalidade. Os jogadores que deveriam ser pagos para jogar pelo clube agora darão trabalho aos advogados palmeirenses; sem falar do prejuízo que deram à equipe que teve de jogar a segunda etapa com dois jogadores à menos que o tricolor gaúcho.


O primeiro tempo já não foi uma partida muito boa para a equipe de são Paulo, mas o segundo tempo... Devo apenas dar os parabéns aos 9 profissionais palmeirenses que jogaram até o final de maneira limpa, na bola.


Acertou também o treinador Muricy Ramalho, que não colocou nenhum jogador suplente em uma situação como essas (com a exceção da inevitável entrada do zagueiro Marcão).


O jogador Maurício já havia sido alvo de cutucões por parte do goleiro Marcos há poucas semanas atrás. Na ocasião o pentacampeão aconselhou (sem citar nomes) os mais jovens a adquirirem responsabilidade e deixarem o oba-oba de lado.


O atacante Obina já possui um certo nome no futebol, essa é apenas uma manchinha em sua carreira. Agora no caso de Maurício, um jovem recém promovido aos profissioanais... vamos esperar para ver.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Esperamos que seja apenas uma má, ou melhor... uma péssima fase!

Por Gustavo Quattrone

Nesta reta final do Campeonato Brasileiro, o mais disputado campeonato do mundo, tem sido recheada de muita polêmica. Muitas das polêmicas geradas por parte das arbitragens, diga-se de passagem, muito mal preparadas (técnica e psicologicamente). Gols anulados de forma completamente errôneas, expulsões duvidosas, erros na hora de preencher as súmulas das partidas, apitos soados de forma inconvenientes, impedimentos mal assinalados... cansei!

O que será que está acontecendo com nossos árbitros? Sim, eles nunca foram lá aquelas coisas, mas chegaram a esse ponto? Desde o episódio ocorrido em 2005, conhecido como “A máfia dos apitos”, qualquer lance é um alerta para dúvidas. Na ocasião, a CBF chegou a anular um caminhão de jogos suspeitos. E agora? Ah... é que as falhas nessa reta final têm favorecido os clubes cariocas... mas acredito eu, e espero não estar errado, que a CBF não se rebaixaria dessa maneira.

As bolas da vez são: Carlos Eugênio Simon e Elmo Resende.

Vamos primeiramente discorrer sobre Simon. Um gaúcho, que pelo o que se houve dizer em grande parte da mídia, é um cidadão extremamente ético. É o único árbitro, brasileiro, cotado para apitar a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. Mas como um árbitro que preza pela ética pode errar tão gravemente como errou Simon ao anular o gol legítimo do atacante Obina (na ocasião o jogo terminou Fluminense 1, Palmeiras 0 – pela 34ª rodada)?

Eu entendo que é praticamente impossível apitar algo que não favoreça a equipe da casa, principalmente tratando-se de uma grande equipe que jogava com o Maracanã lotado ao seu favor. O mais impressionante é que Simon (que é considerado um dos melhores árbitros do país), mesmo após ver, rever e re-rever o lance pela televisão, continua defendendo seu erro. A cada momento surge uma nova versão de sua explicação. Primeiro disse que viu o puxão de Obina sobre o zagueiro adversário. Depois disse que Obina assumiu ao banderinha que também cobria a jogada que havia feito a falta. Qual será a próxima Simon? Seria mais fácil assumir a mancada...

Já Elmo Resende... um goiano calmo, tranquilo, quase parando. Pessoalmente, eu não me recordo de outro lance semelhante ao seu erro. Não há o que dizer sobre o lance. Foi uma... GARFADA! Uma roubadinha, coisa inexplicável. Ele apitou paralisando a partida, assinalando um possível impedimento (que na verdade não havia), antes do zagueiro Danilo marcar o gol de empate palmeirense (no jogo Palmeiras 2, Sport 2 – pela 35ª rodada). O fato é que o jogador finalizou, marcou e colocou Elmo em panos sujos (como se a culpa fosse do jogador... ele está ali para isso ué). O árbitro olhou para o bandeirinha, que nada assinalava, e resolveu validar o gol, como se não tivesse paralisado a partida. Deu uma de João sem-braço quando os jogadores do Sport vieram em sua direção e tudo ficou por isso mesmo.

Se o erro de Simon deu o que falar, imaginem só um lance como o de Elmo. Não há outra definição para explicá-lo. Foi... SENSACIONAL! “Inexistível” no mundo do futebol.

Com árbitros errando dessa maneira onde irá parar o futebol brasileiro. Não que árbitros não cometam erros no futebol espanhol, turco, armênio, australiano, queniano... mas erros como os nossos, são para ficar guardados. Enquanto nossos avôs guardam na memória jogadas antagônicas de Garrincha, Pelé, Ademir da Guia... a nossa geração, mais jovem, guardará erros de juízes ou no máximo jogadas de craques como... como... há, acho que só levaremos os erros mesmo.