quinta-feira, 6 de maio de 2010

O SONHO ACABOU

Timão vence, mas não leva; apesar da decepção, torcida reconhece o esforço da equipe

Por Gustavo Quattrone

Mesmo com a vitória por 2 a 1, o Corinthians deixou, mais uma vez, o sonho de conquistar a Copa Libertadores da América. Os 37 mil torcedores aplaudiram e exaltaram a equipe durante os 90 minutos mais acréscimos. E surpreendentemente continuaram a aplaudir após o apito final, isso em reconhecimento pela ótima campanha da equipe na competição (o clube realizou a melhor campanha dentre todos os que participaram da competição).

O time começou bem. Desceu para os vestiários vencendo por 2 a 0. Logo no começo da segunda etapa, Wagner Love diminuiu a diferença, 2 a 1. Daí pra frente, o Mengão fechou-se melhor, e passou a sair de contra-ataques, muitos deles com real perigo de gol.

O Corinthians pressionou durante os 90 minutos, principalmente após sofrer o gol. Mas não deu, mais uma vez, não deu.

O reconhecimento da torcida pelos esforços e dedicação da equipe foi sensacional, principalmente se pensarmos em um passado não muito distante, quando o time perdeu para o River Plate, também no Pacaembu e a torcida chegou a invadir o campo em busca de cobranças por resultado.

Mas, mais uma vez, o jogo não terminou dentro do estádio. Cerca de 70 corintianos e 50 flamenguistas foram detidos na madrugada de hoje após degradarem lojas e ônibus.

O Verdão amarelou

Com um futebol deficiente, Palmeiras cai nos pênaltis diante o Atlético/GO

Por Gustavo Quattrone

A covardia e o medo da derrota foram dois dos muitos erros que acabaram com a irregular campanha alviverde na Copa do Brasil. O futebol da equipe, que já não vem bem há mais de ano, degringolou ainda mais após a expulsão do irreconhecível Pierre. Com um jogador a menos, a equipe ainda teve chances de empatar a partida com Ewerthon, com Márcio Araújo e também com Ivo. Mas, como prega a regra: “Quem não faz, toma”.

Pierre já não é mais o mesmo! O jogador não consegue acertar um passe de 20 cm, não que ele já tenha sido um mestre no quesito passe, mas como está, não dá. Para se ter uma ideia da situação em que a equipe se encontra, o lateral Armero foi um dos melhores em campo. Muitos podem dizer que ele é um bom jogador, que corre muito... mas para quem acompanha os jogos da equipe sabe que ele não passa de um jogador esforçado, muito esforçado; mas só isso.

Com a saída de Diego Souza, a equipe terá de se readaptar a um novo estilo de jogo. O elenco possui bons jogadores para a posição, como: Ivo, Marquinhos (que ainda não disse a que veio, mas depende de uma sequência para realmente aparecer), Lincoln (que pode ser adiantado), além de alguns jovens da base – os quais seriam a melhor saída, em meu modo de ver as coisas.

Outro grande problema está no banco de reservas. O treinador Antonio Carlos Zago, pode sim tornar-se um bom treinador, mas no momento, não passa do nível fraco. Faltou coragem e pulso para manter a equipe na competição. No jogo de ontem, o treinador contentou-se em manter o 1 a 0 e levar a partida para as penalidades. Com um jogador a menos, e dirigindo um clube pequeno, essa realmente seria a melhor saída. Alguém deve lembrá-lo de que ele está no Palmeiras.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Dedicação não bastou para avançar no tempo normal

Tricolor avança às quartas de final após jogo dramático contra Universitário/PERU

Por Gustavo Quattrone

Não faltou vontade. Não faltou dedicação. Não faltou raça e, muito menos iniciativa. Faltou apenas um único detalhe, como diz Carlos A. Parreira. Faltou o gol! Graças ao goleiro Llontop, reserva da equipe peruana; e quando não foi ele, salvou a trave, o morrinho zagueiro, ou simplesmente a bola que não quis balançar a rede.

O Tricolor sofreu para passar pelo Universitário; os 43,898 mil pagantes então, nem se fala. Após um primeiro tempo tecnicamente fraco, o Tricolor desceu para o intervalo debaixo de vaias. Na volta para o segundo tempo, Ricardo Gomes sacou Jorge Wagner (que, na verdade, não entrou em campo) e colocou Washington. A entrada do jogador mudou o jogo. O São Paulo pressionou o segundo tempo inteiro, mas o gol não saiu; porém a torcida continuava a criticar pedindo gols. Não era o dia em que a bola balançaria as redes.

O Universitário não chegou a levar perigo, o goleiro são paulino chegou a fazer aquecimento com bola em momentos em que a partida estava paralisada devido à cera do adversário.

O empate em 0 a 0, levando o jogo para os pênaltis, foi uma vitória para os peruanos. A equipe é, sem dúvida alguma, inferior ao Tricolor do Morumbi.

Na primeira cobrança do São Paulo, Rogério Ceni preparou-se, bateu e... perdeu! Parecia realmente que a bola não entraria. Mas o goleiro se superou, deu a volta por cima e defendeu as duas seguintes cobranças do Universitário. Pelo São Paulo, Hernanes, Marcelinho Paraíba e Dagoberto marcaram e classificaram o Tricolor.

Mas o nome da noite foi o de Rogério! Sem nenhuma defesa de efeito no tempo normal, o goleiro perdeu um pênalti na decisão e defendeu dois.

domingo, 2 de maio de 2010

Final é coisa de time grande, e realmente foi

Santos e Sto. André demonstraram que o peso da camisa de nada vale na hora “H”

Por Gustavo Quattrone

Uma final de gente grande. O desacreditado por muitos, Santo André, surpreendeu a todos ao demonstrar garra, superação , e o principal, FUTEBOL. O que para alguns seriam duas partidas mortas no campeonato, acabou se tornando duas das mais competitivas do mesmo.

Méritos principalmente à Sérgio Soares, treinador do Santo André. Já era de se esperar que Dorival Junior mandaria seus jogadores para cima do adversário (isso ocorreu em todos os jogos do campeonato). Porém, o esperado era que o Ramalhão jogasse na defensiva, saindo de contra-ataques, isso se saísse. Mas Sérgio surpreendeu não fugir do jogo, muito pelo contrário, manteve o Peixe sob pressão em muitas partes dos dois jogos.

Parabéns ao Santos que soube como se defender, e soube mais ainda como atacar. A equipe possui a maior média de gols do mundo desse ano de 2010. Até o dia 22 de abril eram: 93 gols em 27 jogos, o que dava uma média de 3,44 gols por partida. Seguida pelo Ajax (da Holanda) que possuía uma média de 3,09 gols por partida.

Mas, o que mais me deixa confuso é a opinião de muitos personagens da mídia (formadora de opinião) de que o campeonato foi, chato.... foi sem graça, xoxo, inútil, sem emoção! Sem emoção por que?

Porque São Paulo, Palmeiras e Corinthians não foram competentes o bastante para chegar às finais? Em contrapartida, os mesmos que criticam uma final sem times “grandes”, são os mesmo a defender uma visibilidade maior dos pequenos. Realmente não compreendo! Uma final como essa, nenhum dos grandes paulistanos fariam como fizeram Santos e Santo André!

Nenhum!