quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Luciano do Valle, o pai dos esportes carentes

Por Gustavo Quattrone

Do Valle, que um dia lançou o vôlei para todo o Brasil, agora tenta lançar o futebol feminino. A geração de Marta, Formiga e companhia tem ajudado nessa empreitada. As meninas sabem que agora depende apenas delas o esporte vingar.

No último Torneio Internacional Cidade de São Paulo, não faltou vontade e determinação por parte das jogadoras brasileiras. Infelizmente as Canadenses saíram com o título. O apoio da TV Bandeirantes tem sido fundamental. Esse apoio atrai patrocinadores, além do conhecimento e ‘adaptação’ da população local. Exemplo disso foi o bom público que esteve presente no Pacaembu na final (mesmo tendo de pagar pelos ingressos; de R$5 à R$30).

Esse espaço é necessário, fundamental à qualquer esporte. Talvez pela falta de espaço, ou pela falta de vontade em dar esse espaço, que esportes como handball, judô, rugby, entre outros sejam considerados ‘pequenos’.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Cacá Bueno vence no Sul e conquista primeira temporada do Trofeo Linea

Por Gustavo Quattrone

A primeira temporada do Trofeo Linea, uma das três categorias do Racing Festival (apadrinhado pelo piloto Felipe Massa e sua família), terminou no último dia 12 de Dezembro tendo o piloto Cacá Bueno como vencedor.

A última etapa foi em Santa Cruz do Sul, e debaixo de muita chuva, Cacá conseguiu levar título para casa. O piloto terminou a primeira bateria na 7ª posição, indo para a segunda bateria brigando pelo título apenas com o piloto André Bragantini (vencedor da primeira bateria).

Cacá Bueno conquistou três vitórias na modalidade, mesmo número de vezes que largou na pole (de seis possíveis). Após a conquista, Cacá Bueno falou sobre o que achou da competição: “Christian Fittipaldi, Giuliano Losacco, Alceu Feldmann, todos foram adversários valorosos. O campeonato pegou e tenho certeza que vai melhorar ainda mais com a chegada de novos pilotos em 2011”

Após 12 etapas, a classificação do Trofeo Linea ficou da seguinte forma:

1) Cacá Bueno - 102 pontos
2) André Bragantini - 78
3) Alceu Feldmann - 72
4) Christian Fittipaldi - 71
5) Giuliano Losacco - 63
6) Serafin Jr. - 57
7) Cesinha Bonilha - 51
8) Popó Bueno e José Cordova - 46
10) Jorge Neto - 40
11) José Vitte - 39
12) Duda Pamplona - 30
13) Ricardo Maurício - 29
14) Clemente Faria Jr. - 25
15) Ulisses Silva e Allam Khodair - 20
17) Thiago Camilo - 18
18) Rodrigo Navarro - 13
19) Leonardo Nienkotter - 7
20) Cesar Marrucci e Fabio Carrera - 1

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Mazembe passa pelo Inter; que venha a final

Por Gustavo Quattrone

Só mesmo o futebol para proporcionar um fato desses. Quem diria que o Internacional/RS perderia da forma que perdeu a partida contra o Mazembe (do Congo)? Nem mesmo o mais otimista dos gremistas pensava nessa situação.

Mas não se pode dizer apenas que o Inter não venceu por falahas próprias, deve-se dar os devidos méritos aos adversários que souberam aproveitar as duas oportunidades. Em dois lances de falhas do colorado, duas delas semelhantes (ninguém chegou para dar o bote), o Mazembe balançou a rede.

A Internazionale que se cuide, pois a equipe que já eliminou Pachuca e Inter/RS pode também querer aprontar para cima dos italianos.

Os africanos já estão fazendo a festa, mas a farra pode ser ainda maior.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Os melhores do Brasileirão

Por Gustavo Quattrone

De modo geral, foi uma premiação coerente com o mostrado dentro de campo. Com poucas exceções, as premiações ficaram com os times da ponta superior da tabela.

Goleiro: Fábio
Pela Primeira vez o goleiro Fábio levou o prêmio. Mais do que merecido! O Victor também é um grande goleiro, mas o cruzeirense há muito é injustiçado por não ter uma oportunidade na seleção. Pulou-se uma geração ao darem a amarelinha ao atual titular gremista, essa camisa, hoje, deveria ser de Fábio.

Zagueiros: Miranda e Dedé
Pela quarta vez consecutiva, Miranda leva o trofeu pra casa. Nada a contestar, é um monstro na zaga.
O Dedé também foi muito bem, mas nada que possa ser comparado ao Miranda. É um zagueiro jovem (22 anos) que com o tempo ainda pode render mais.

Laterais: Mariano e Roberto Carlos
Pela direita, Mariano já mostrou ser um bom jogador no ano passado. Manteve seu futebol com a equipe campeã. Não há ninguém melhor do que ele, até pela carência na posição.
Já pela esquerda, Roberto Carlos voltou ao Brasil e muitos duvidavam se jogaria o futebol que jogou um dia. Não deu piques como antes, mas sabendo dosar suas decidas foi o melhor do campeonato. Seus lançamentos e viradas de jogo continuam precisos. Ainda desequilibra.

Volantes: Elias e Jucilei
Ambos são volantes diferenciados, não só defendem bem, também atacam com qualidade. Vivem aparecendo como homens surpresa no ataque corinthiano. Méritos para Mano Menezes que os trouxe ao timão e conseguiu encaixá-los na equipe.

Meias: Montillo e Conca
O meio-campo ficou dominado por estrangeiros. Conca foi fundamental para o Flu, mostrou todo seu potencial e deixou de ser promessa para se tornar realidade.
Montillo foi o maestro do Zeiro, concorreu com P.Baier e D’alessandro. Os dois outros, ainda que importantes para suas equipes não jogaram como o argentino, nem foram tão importantes (individualmente) como ele.

Atacantes: Jonas e Neymar
Não havia como ser diferente. Juntos, eles somam 40 gols na competição, quase 1,2 por jogo. Neymar surgiu como o novo Robinho, mas que sabe fazer gols (Robinho fica mais nos dribles e assistências).
Jonas desencantou. Após ficar apagado pelos clubes onde passou parece ter encontrão seu lugar; Não fez 23 gols a toa.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O melhor Brasileirão dos últimos tempos

Clubes brasileiros parecem ter se adaptado ao “novo” formato da competição

Por Gustavo Quattrone

Os clubes brasileiros parecem ter entendido como deve se jogar um Campeonato Brasileiro nessa fórmula de pontos corridos. Fluminense (65), Corinthians (64) e Cruzeiro (63) foram clubes que se organizaram, contrataram pensando em algo futuro e estão agora colhendo os frutos.

Corinthians e Fluminense já estão classificados para a Copa Libertadores. O Cruzeiro precisa apenas de mais um ponto, em seis que serão disputados, para garantir sua vaga. A briga é dura entre os três, a diferença entre o Flu (1º) e o Cruzeiro (3º) é de dois pontos apenas. A reta final está pegando fogo.

O São Paulo, que chegou nos últimos três anos, dessa vez se deu mal. Quem sabe devido a indecisão com relação ao seu treinador, o tricolor demorou muito para trazer PC Carpegiani ou decidir efetivar o interino Baresi.

Há também de ser lembrado que Muricy Ramalho é o treinador do Tricolor das Laranjeiras. Caso conquiste o campeonato desse anos, ele será tetra campeão do Brasileirão. “Aqui é trabalho, meu filho”!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Pra quê trabalhar a bola? Põe na área!

Por Gustavo Quattrone

Assim foi a partida entre Palmeiras e Goiás ontem no Serra Dourada. Um show de bolas alçadas, cruzadas, chuveiradas, centradas. O jogo praticamente não saiu disso, salvo em dois lances, um deles o gol. Marcos Assunção tentou dois chutes do meio da rua, o primeiro foi parar na arquibancada, o segundo estufou a rede de Harlei (um golaço). 1 a 0, e tome mais chuveirinho até o fim da partida.

As duas equipes mostraram um poder de criação muito fraco. Pelo lado do Palmeiras, Lincoln não apareceu; do lado do Goiás, bem, está explicado o motivo da briga para não ser rebaixado no campeonato nacional.

O Goiás ainda teve um gol anulado no último lance da partida. Dois jogadores, realmente, estavam em posição ilegal. Dessa vez, apenas os cruzamentos não deram certo para o Goiás. Com esse futebol, só um milagre para o Goiás vencer o Palestra quarta-feira que vem. E acho que nem isso o salvaria do rebaixamento no Brasileiro.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Reta final do Brasileiro apimentada por má vontade e rivalidade?

Por Gustavo Quattrone

Muito tem se falado dobre o Palmeiras e São Paulo prejudicarem o Corinthians na reta final do Campeonato Brasileiro. Tanto Palmeiras quanto São Paulo jogarão contra o Fluminense, que está disputando diretamente o título com o Corinthians.

Caso o Fluminense seja campeão, vencendo Palmeiras e São Paulo, a culpa não será de seus rivais, mas sim do próprio Corinthians. O Timão vacilou em casa contra o Atlético Goianiense; aí não dá! E outra, nem que o Palmeiras quisesse ele enfrentaria o Fluminense de igual pra igual.

Em primeiro lugar, Felipão dará prioridade (e com razão) à Copa Sul Americana. É o que resta para salvar o ano do alviverde. Vale vaga para a libertadores. Quem sabe com o time completo, o Verdão poderia dificultar alguma coisa (e ainda assim não seria um adversário a altura do Flu). Com o time reserva então...

O tricolor paulista sim será um trabalho para o carioca. Não acredito que o São Paulo entregue o jogo, não fez isso nem quando o Corinthians tinha chances de cair para a segunda do Campeonato Paulista, faria agora quando o time depende do rival para ser campeão?

O Campeonato é ganho dentro de campo, será campeão quem mais conseguiu fazer seus resultados, e não quem mais dependeu de resultados alheios.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A zica não abandona o Washington

Por Gustavo Quattrone

O jogador saiu do São Paulo após ter perdido espaço no clube, chegou no Flu (time que tinha tido boa passagem há pouco tempo) como esperança de gol. Realmente, no seu retorno, fez ali uns golzinhos... deu uns passes bacanas, mas parece que o problema do Washington é sorte.

O gol que ele perdeu ontem não se perde. Era bola para chutar de primeira, mas para isso ele tinha que chutar de esquerda (xiiiii, aí complica). Contra o Grêmio ele ficou no quase, o chute-passe para Conca quase entra, mas o meia acabou empurrando para as redes. Depois ofereceu o gol para o atacante, mas não é a mesma coisa.

Atacante vive de gols! Sorte do “Washiquasegol” que as coisas andam dando certo para o Flu.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Ronaldinho volta a ser convocado

Só falta sabermos se sua convocação foi proposta por Ricardo Teixeira ou partiu de Mano

Por Gustavo Quattrone

Ronaldinho está jogando bem, nem a metade do que ele já mostrou nos seus tempos de Barcelona (futebol, aliás, dificilmente voltará a jogar). Está dando passes para gol, voltando a aparecer na mídia com seus dribles desconcertantes, mas de onde será que partiu a iniciativa de sua convocação.

Ricardo Teixeira foi o responsável por sua convocação para a Olimpíada passada (em 2008, Pequim), o treinador Dunga foi obrigado a levá-lo. Ricardo Teixeira também era contra o fato de Dunga não dar entrevistas, nem deixar que seus jogadores dessem, mas nesse ponto o gaúcho bateu o pé e manteve-se irredutível. Mano, logo que assumiu foi correndo dar entrevistas à Globo. Participou do programa Bem Amigos, do Galvão, por exemplo. Tornou-se estrela.

Agora mano convoca Ronaldinho, mas deixa de fora Hernanes (que só não está fazendo chover na Lazio). Não que Ronaldinho não mereça uma vaga, mas a ideia não era renovar? O Ronaldo Gaúcho já teve seu momento, sua oportunidade, e não soube como aproveitar.

Se formos pelo lado de que grandes jogadores, ainda que já com certa idade, devam estar no grupo, por que não convocar levar Lucio (que não é craque, mas não lhe falta paixão), Julio Cesar (“goleirasso” que erra como todos)... Felipe Melo (que... não, leva o Ronaldinho).

Ronaldinho volta a ser convocado

Só falta sabermos se sua convocação foi proposta por Ricardo Teixeira ou partiu de Mano

Por Gustavo Quattrone

Ronaldinho está jogando bem, nem a metade do que ele já mostrou nos seus tempos de Barcelona (futebol, aliás, dificilmente voltará a jogar). Está dando passes para gol, voltando a aparecer na mídia com seus dribles desconcertantes, mas de onde será que partiu a iniciativa de sua convocação.

Ricardo Teixeira foi o responsável por sua convocação para a Olimpíada passada (em 2008, Pequim), o treinador Dunga foi obrigado a levá-lo. Ricardo Teixeira também era contra o fato de Dunga não dar entrevistas, nem deixar que seus jogadores dessem, mas nesse ponto o gaúcho bateu o pé e manteve-se irredutível. Mano, logo que assumiu foi correndo dar entrevistas à Globo. Participou do programa Bem Amigos, do Galvão, por exemplo. Tornou-se estrela.

Agora mano convoca Ronaldinho, mas deixa de fora Hernanes (que só não está fazendo chover na Lazio). Não que Ronaldinho não mereça uma vaga, mas a ideia não era renovar? O Ronaldo Gaúcho já teve seu momento, sua oportunidade, e não soube como aproveitar.

Se formos pelo lado de que grandes jogadores, ainda que já com certa idade, devam estar no grupo, por que não convocar levar Lucio (que não é craque, mas não lhe falta paixão), Julio Cesar (“goleirasso” que erra como todos)... Felipe Melo (que... não, leva o Ronaldinho).

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Luan faz sua melhor partida pelo Palmeiras

Por Gustavo Quattrone

É duro ouvir que a partida de ontem foi a melhor partida de Luan pelo Palmeiras. De fato, o atacante foi um diferencial para a equipe. Porém, o bizarro é que as principais intervenções do jogador não foram do meio de campo para frente, onde ele deve jogar. Luan salvou o Palmeiras de sofrer um gol quando o jogo ainda estava empatado sem gols, tirou para escanteio uma bola que sobrou para Neto Berola (bom jogador).

Pode ter sido por um comando do Felipão, mas após a saída do Valdivia (que já devia estar em recuperação há muito tempo para se recuperar definitivamente) o Luan não parecia mais estar no ataque. O jogador passou a atuar como meio de campo. Desde o começo da partida ele já não tinha grande presença lá na frente. A trocida alviverde deve ter saudade do Ozeas, Muñoz e até mesmo do Sérgio Gioino... (é, desse último nem tanto).

Não me lembro o nome do comentarista da Sportv que fez a partida de ontem em Sete Lagoas juntamente com o inigualável Milton Leite. Para um comentário como esse não há mais nada a dizer: Que beleeeeeeeeza!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Conmebol devolve G4

Por Gustavo Quattrone

A Conmebol decidiu, segunda-feira (18), que o Brasil continuará a ter quatro vagas, oriundas do Campeonato Brasileiro, na Copa Santander Libertadores. Segundo a entidade, o Brasil só perderá essa quarta vaga na competição caso um clube brasileiro vença a Copa Sul Americana.

Então, o Brasil poderá ter no máximo seis (6) representantes no campeonato continental: quatro provenientes do Campeonato nacional (ou três, e o quarto sairia da Copa Sul Americana); um da Copa do Brasil e um outro caso um clube brasileiro se consagre campeão da Copa Libertadores (caso do Internacional, que se garantiu assim para a edição 2011 da competição).

O Brasil perder uma vaga na competição seria um grande erro por parte da Conmebol! Daria-se de bandeja o argumento com relação aos mexicanos que disputam a competição, mas não podem disputar o Mundial no final do ano (já que esse é o grande “prêmio” ao campeão da Libertadores).

O Brasil já foi, de certo modo, prejudicado com o fato de manipularem as fases finais da Libertadores para que não coincida de dois clubes de um mesmo país chegarem à final. Não haveria o porquê de se tirar uma vaga dos brasileiros!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Palmeiras decepciona; apenas vontade não basta

Fotos: Gustavo Quattrone
Sem Marcos Assunção o time ficou com um vácuo no meio; a bola não chegou ao ataque e time somou apenas um ponto

Por Gustavo Quattrone

A tentativa de Luis Felipe Scolari de tentar segurar o resultado mais uma vez custou caro. Ao que pareceu, por volta dos 20 minutos da segunda etapa, Marcos Assunção pediu para ser substituído; para seu lugar Felipão colocou Pierre.

A saída de Marcos Assunção, partindo do princípio que o jogador tenha realmente pedido para sair, foi inevitável. Errada foi a escolha do treinador penta campeão. O time perdeu seu único organizador de jogo. Assunção é um volante quando a equipe não possui a bola, mas joga como um meio campista com a posse de bola a seu favor. Com a entrada de Pierra, o Palmeiras não possuía ninguém com qualidade para exercer a função. Edinho tentou, mas essa função não é sua praia. O time ficou com um vácuo no meio, não havia a ligação com Dinei e Lincoln (que atuou mais avançado).

O pênalti bobo cometido por Marcio Araujo acabou com o palestra. Não dá para entender como Danilo, Deola, o próprio M. Araújo, Edinho, Fabrício, entre outros tiveram coragem de reclamar da penalidade assinalada.

Depois do gol sofrido, Scolari colocou Tadeu (tentando garantir os três pontos). Não havia mais tempo para nada! Restou para o Palmeiras um ponto e muitas vaias protestos ao apito final.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Dorival é demitido; Luis Álvaro é farinha do mesmo saco

Após demitir Dorival Jr. o presidente santista provou que de “diferente” não tem nada

Por Gustavo Quattrone

A diretoria santista provou, na noite de ontem, ser igual a todas as outras do futebol brasileiro. Jogadores vêm e vão, mas o trato com treinadores deve ser diferenciado dos demais profissionais. O presidente Luis Álvaro entrou em contradição após afirmar que a decisão seria de Dorival e demiti-lo ao final do dia de ontem.

Muito se fala na mídia que o Luis Álvaro é um presidente diferenciado, que veio para inovar. Esse episódio veio para confirmar que ele é farinha do mesmo saco de presidentes que visam a um retorno imediato.

Dorival conquistou um paulistão e uma Copa do Brasil para o peixe com um time de jovens. Sem nenhuma estrela renomada. Ressuscitou o zagueiro Edu Dracena, que mostrou ainda ser útil. Teve pulso para colocar Madson na suplência, isso quando o levava para o jogo.

Se para a diretoria estava ruim com o Dorival, veremos agora sem ele. Com ele no comando, ainda havia punição à indisciplinas. Mas parece que nem todos os jogadores podem ser punidos, não é mesmo? Foi a mensagem que ficou após sua demissão.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

De Marcelinho a Lucas

Por Gustavo Quattrone

O jovem talento são paulino Lucas, ex-Marcelinho, pediu para não mais ser chamado de Marcelinho, mas sim de Lucas (seu verdadeiro nome). Confuso não?

O apelido surgiu devido a sua semelhança com o ídolo corintiano, e caminhou com o jogador desde os temos em que jogava na escolinha de futebol do craque do rival.

Mas só agora o apelido o incomoda? O apelido já devia ter sido deixado de lado desde as categorias de base, ou desde que ele subiu para o profissional. O jogador já vingou com o nome de Marcelinho, vem atuando bem e tem mostrado personalidade e muita agilidade ao meio campo tricolor. Por que na manter o apelido?

Outro jogador que também tentou apagar seu apelido foi Dentinho, do Corinthians. Para quem não se lembra, o jogador tentou emplacar como Bruno Bonfim, mas tempos depois voltou a ser Dentinho.

No caso do corintiano, Dentinho jogou mais bola do que Bruno Bonfim. Ficam então as dúvidas: Quem jogará mais, Lucas ou Marcelinho? E, será que Lucas voltará a ser Marcelinho ou continuará a ser Lucas?

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Está melhorando! Será?

Por Gustavo Quattrone

Mais uma vez o Palmeiras apresentou um futebol feio, sem criatividade e muito lento. A equipe dirigida por Luiz Felipe Scolari parece estar no rumo certo, mas quando parece estar embalando, vem o pagão. Foi assim após o jogo contra o Atlético Paranaense e também contra o chara das Minas Gerais.

Ontem, contra o Vitória a equipe dominou grande parte do jogo, mas não conseguiu nada mais que um empate. E o resultado só veio depois de uma tentativa de fora da área do volante Edinho. A equipe não possui meias, não possui um homem que saiba organizar/ criar jogadas de efeito. Se analisarmos o plantel do alviverde percebemos que sobram volantes (M. Araújo, Edinho, Pierre, Marcos Assunção), mas faltam homens de criação (Valdivia, Lincoln e Tinga – que na verdade é volante de origem).

Falha de quem? De quem contratou! De quem montou essa equipe! Uma equipe que não possui um bom número de armadores não pode emprestar um jogador como o Ivo à Ponte preta. Por pior que seja o jogador, antes ele do que ninguém. E no caso do jovem Ivo, não faltou bola, mas sim oportunidade.

Agora cabe ao Felipão montar esse quebra-cabeças, sem nem mesmo ter as peças adequadas.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Fluminense e Palmeiras; a habilidade e organização contra a raça e o suor

Na base da insistência; em uma única falha adversária, Ewerthon garantiu mais um ponto ao Palestra

Por Gustavo Quattrone

O jogo foi bem disputado. Durante a primeira etapa, o Flu foi superior. Já no segundo tempo, o Verdão dominou, mas não soube como concluir as oportunidades criadas. O fato é que foi um bom jogo. O brasileiro, naturalizado português, Deco deu uma aula de distribuição de jogadas. Com toques rápidos e precisos o jogador organizou as melhores jogadas do tricolor. Essa figura de organizador foi o que faltou ao alviverde.

Do lado tricolor, sobraram passes refinados – principalmente pelos pés de Deco. Do lado alviverde Marcos Assunção tentou... tentou... tentou, mas não deu em nada. Parecia não ser o dia. A bola não queria balançar a rede. Mais uma vez o Gladiador Kleber foi um dos principais nomes da equipe.

O que interferiu diretamente no resultado da partida não foram as personagens dentro de campo, mas sim duas figuras que estavam fora dele. Se por um lado Felipão conseguiu mudar a cara do time com as entradas de Luan, Ewerthon e Tinga, Muricy pagou caro por recuar demais a equipe.

O Palmeiras ficou mais ofensivo, já o Fluminense não suportou a pressão e cedeu o empate. É bom lembrar que a entrada de André Luis (zagueiro) no Fluminense se fez necessária após a expulsão de Leandro Eusébio. Mas o tricolor das laranjeiras jogou atrás durante todo o segundo tempo.

Sorte do Scolari, que parece estar consolidando mais uma família.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Exclusiva com Cesare Marrucci



Imagens: Silvia Linhares (http://www.retrovisoronline.com.br/)

Cesare Marrucci: piloto patrocinado pela Fuchs do Brasil S.A. no Trofeo Linea. Corredor da equipe Engmakers Racing Team
Idade: 42 anos
Natural de: Piracicaba
Experiência nas pistas: 12 anos

Conte um pouco sobre sua trajetória no automobilismo.

Eu comecei no kart em 1987, num campeonato de corridas de rua chamado Copa Lenine Severino. Em meu primeiro ano eu ganhei uma corrida (a última da temporada), o que me estimulou. Já no segundo ano eu fui campeão da minha categoria (na mesma Copa).
Fiz um ano de Campeonato Paulista, ainda no kart. Daí eu fui para o Campeonato Paulista de F - 1.600, cheguei na quarta colocação no campeonato geral. Depois surgiu o Campeonato Brasileiro de F – UNO. Disputei ele por três anos e ganhei uma corrida.
Após isso eu fiquei 12 anos fora do automobilismo. Voltei em 2006 no Campeonato Paulista de Marcas e Pilotos. Fui vice-campeão no primeiro ano pela categoria Light e no ano seguinte, pela categoria principal, também consegui o vice. Depois eu fui pra Copa Renault Clio. Corri três anos pela categoria; consegui alguns pódios nela.
E agora surgiu essa oportunidade de entrar no Trofeo Linea.

Você que já participou da Copa Clio, do Campeonato de Marcas, da F – UNO, o que está achando do Trofeo Linea?

Foi um campeonato que começou bem mais forte que os outros. O apoio da Família Massa, do Felipe e com a organização do Carlinhos Romagnoli é o diferencial da categoria, juntamente com o apoio maciço da FIAT. Tudo isso atrai público, imprensa, atrai pilotos renomados e pra gente que está no meio isso só ajuda.

Como você se sente ao correr ao lado de pilotos renomados do automobilismo brasileiro?
Olha, eu me sinto bem, porque o objetivo de todo mundo que está desempenhando algum tipo de atividade é chegar em um nível mais alto. Nós temos por volta de oito pilotos que participam da Stock Car, muitos pilotos renomados. Tenho a oportunidade de ter o Thiago Camilo com meu parceiro. Alguns dos mais antigos eu já tinha relacionamento por já ter corrido junto de Uno.

Como é a sua parceria com o Thaigo Camilo, ele te passa alguma coisa, ou você pra ele?
Nós mudamos bastante coisa no carro, eu inclusive já estou mais familiarizado com o carro. Na etapa de Londrina nós andamos um pouco mais pra trás, não foi legal. Aqui, talvez, se não fosse a quebra que tivemos e as dificuldades com os freios nós poderíamos ter largado (na primeira bateria) bem mais a frente. Entre os dez ou doze primeiros seria um resultado justo.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Que campeonato é esse?

Por Gustavo Quattrone

O Flu, time que, no ano, passado quase foi rebaixado para a segunda divisão é o líder da competição. O Avaí segue na ponta da tabela, o time está a apenas um ano na Série A. O São Paulo, tri campeão da competição (2006, 2007, 2008) beira a zona do rebaixamento. O Botafogo também aparece como surpresa. O time era apenas um coadjuvante nos últimos anos, agora também segue bem na classificação.

Para quem acha que esse é apenas o começo do campeonato, que ainda é muito cedo, no próximo fim de semana será disputada a 15ª rodada, de um total de 38. É claro que muitas mudanças ainda podem acontecer, principalmente com a chegada de reforços e a saída de jogadores.

Em um dos mais disputados campeonatos nacionais do mundo; tudo pode acontecer!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Mano começa sua ERA; futebol moleque será sua marca

Por Gustavo Quattrone

Mano Menezes começou ontem seu projeto na seleção nacional. Seu objetivo é apagar o vexame do ex-treinador Dunga na Copa passada, além de promover uma renovação da equipe. A seleção de Dunga tinha uma média de idade de praticamente 29 anos, enquanto a convocada por Mano tem média de 23 anos. Imensa diferença, não? A experiência que Dunga priorizou foi deixada de lado para a entrada da juventude, da ousadia, da velocidade.

A nova seleção estreou bem, vencendo os Estados Unidos por dois a zero fora o show. Liderada por PH Ganso, Ramires, Robinho e Neymar a equipe mostrou muita agilidade, abusou de tabelas rápidas. O time dominou a partida, mas levou mais perigo ao gol americano durante a primeira etapa. No segundo tempo o time caiu com a entrada de Hernanes na posição de Ramires.

Logo que saiu a convocação para esse amistoso, eu pensei: “ele levou o Jucilei? Quem é David Luiz? Deixou de fora Lúcio, Julio Cesar”. Mas quem diria que essa seleção voaria como voou ontem? E olha que foi apenas um aperitivo. Contra uma seleção “pequena”, sim, mas que mostrou na Copa que de boba não tem nada.

A garotada deu contado recado! A defesa mostrou-se segura, o meio soube sair jogando e armar muitas jogadas e o ataque, apesar de perder algumas oportunidades, também não decepcionou.

A renovação é necessária, e já deveria ter sido feita. Temos jogadores, faltava iniciativa.

Que venha o futebol arte, ou melhor, o futebol moleque!